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Dicas e truques: Voltando aos fundamentos do teste de endotoxinas

Os fundamentos do teste de endotoxinas

O que são endotoxinas?

Endotoxinas são biocontaminantes derivados da membrana celular externa de bactérias Gram-negativas. Embora não sejam organismos vivos em si, elas são cruciais para a sobrevivência bacteriana e têm múltiplas funções, incluindo integridade estrutural e transporte de nutrientes. As endotoxinas são:

  • Encontradas naturalmente nos alimentos e na água
  • Perigosas se entrarem na corrente sanguínea
  • Comuns em matérias-primas e produtos

As endotoxinas não devem ser confundidas com as próprias bactérias. Elas são componentes que se tornam prejudiciais quando separadas de uma célula bacteriana.

Por que fazemos testes de endotoxinas?

O teste de endotoxinas bacterianas (BET) é crucial porque as endotoxinas representam sérios riscos à saúde quando entram diretamente na corrente sanguínea, ignorando as defesas digestivas normais. Como pirogênios (substâncias que causam febre quando introduzidas ou liberadas no sangue), elas podem causar quedas potencialmente fatais na pressão arterial, levando à falência de órgãos, choque séptico ou até mesmo à morte quando introduzidas na corrente sanguínea ou no líquido espinhal.

Algo especialmente preocupante é que as endotoxinas persistem mesmo após a higienização. Matar as bactérias não elimina a ameaça tóxica. Por essas razões, os testes são essenciais nessas importantes áreas da fabricação de produtos farmacêuticos e dispositivos médicos:

  • Produção e formulação de medicamentos
  • Validação de limpeza (higienização de equipamentos e recipientes)
  • Preparação de tampão
  • Reconstituição de medicamentos

Dada a natureza onipresente das endotoxinas e a resistência aos métodos de higienização padrão, o BET rigoroso é vital para garantir a segurança do paciente em aplicações médicas e farmacêuticas.

O teste de endotoxinas é obrigatório?

Agências reguladoras como a FDA, EMA e outras exigem testes de endotoxinas para garantir que os produtos atendam aos padrões de segurança e não causem reações pirogênicas. É obrigatório para:

  • Fabricantes farmacêuticas que produzem medicamentos parenterais, incluindo:
    • Intravenosos (IV)
    • Intramusculares (IM)
    • Intratecais (TI)
  • Fabricantes de dispositivos médicos cujos produtos entram em contato com sangue
  • Fabricantes de produtos veterinários/de saúde animal que produzem itens que entram em contato com sangue

Os requisitos específicos de teste dependem do tipo de produto, do uso pretendido e da jurisdição regulatória.

Como fazer o teste de endotoxinas?

O teste de endotoxinas bacterianas (BET) usa principalmente LAL (lisado amebocitário de limulus), derivado do sangue do caranguejo-ferradura. Essa notável descoberta da década de 1950 foi padronizada na década de 1960, criando um método confiável de detecção de endotoxinas.

Existem três abordagens de testes comuns usadas atualmente:

Métodos de testes

A decisão sobre qual método é o melhor a ser usado depende de vários fatores, incluindo características do produto, requisitos de sensibilidade e requisitos regulamentares.

O mais novo método para teste de endotoxinas: tecnologia de microfluidos

A plataforma de teste de endotoxinas bacterianas (BET) Sievers Eclipse é um método revolucionário para testes de endotoxinas devido à sua tecnologia de microfluidos que proporciona economia significativa de tempo e melhorias de eficiência em comparação com os métodos tradicionais. As principais vantagens incluem uma redução de 89% nas etapas de pipetagem e tempo de configuração de apenas 5 a 10 minutos. A plataforma Eclipse usa uma placa de microfluidos para misturar amostras com reagente LAL, usando apenas 1 mL de reagente LAL — 90% menos do que os métodos convencionais — sem perder a precisão. A microplaca exclusiva contém padrões de endotoxina incorporados e controles de produtos positivos (PPC) e permanece estável em temperatura ambiente por até 25 meses, eliminando os custosos requisitos de armazenamento refrigerado.

Outros recursos exclusivos da plataforma Eclipse incluem análise remota de dados, requisitos mínimos de espaço laboratorial e treinamento, além de taxas de falha reduzidas. Os resultados são medidos em unidades de endotoxinas (EU), com 1 EU sendo aproximadamente igual a 1 parte por trilhão (ppt). Embora a natureza biológica do LAL normalmente exija que os usuários preparem curvas padrão, PPC, controles negativos e amostras para cada ensaio, a Sievers Eclipse simplifica significativamente esse processo: os usuários só precisam adicionar água e amostras aos segmentos apropriados, pois os padrões e controles já estão incorporados na microplaca.

Teste de endotoxinas

Embora as abordagens de teste tradicionais funcionem, a tecnologia de microfluidos mais recente oferece um método mais eficiente, confiável e econômico para testes de endotoxinas ao mesmo tempo em que garante a conformidade regulatória. A tecnologia de microfluidos também oferece aos usuários flexibilidade na escolha de reagentes, quer eles escolham o LAL tradicional ou o reagente em cascata recombinante (rCR). Essa tecnologia moderna, combinada com reagentes recombinantes, representa uma importante oportunidade para alcançar ganhos de eficiência e metas de sustentabilidade em testes de endotoxinas.

Saiba mais sobre os testes de endotoxinas bacterianas, LAL, rCR e a plataforma Sievers Eclipse BET assistindo a um rápido webinar sob demanda: https://www.watertechnologies.com/lp-ai-usp-86-webinar

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